O que aconteceu na Câmara de Ourinhos revoltou grande parte da população.
Mesmo diante de uma sequência de denúncias, problemas graves na gestão e um sentimento crescente de indignação nas ruas, os vereadores Abel, enfermeiro Alexandre, Marcinho, Éder Mota, Borjão, Celinho Cabelereiro, João Gonçalves e Furna Beco da Bola, decidiram votar contra o impeachment do prefeito Guilherme Gonçalves.
E a pergunta que não quer calar é: por quê?
Enquanto a cidade enfrenta dificuldades na saúde, educação abandonada, buracos por todos os lados e uma gestão marcada por escândalos, a Câmara — que deveria fiscalizar — opta por proteger ao invés de investigar.
O papel do vereador é claro: fiscalizar, cobrar, investigar e defender a população. Mas o que a população viu foi o contrário.
Uma decisão que, para muitos, passa a impressão de que interesses políticos ou pessoais estão acima do interesse público.
E isso se torna ainda mais grave quando se lembra de um fato recente, que são os mesmos vereadores que já votaram para aumentar os próprios salários.
Ou seja, quando é para benefício próprio, a decisão vem rápida.
Mas quando é para investigar possíveis irregularidades, a resposta é recuar.
A população começa a perceber um padrão preocupante, eles não fiscalizam, não investigam, não enfrentam os problemas e ainda blindam quem deveria ser cobrado.
Enquanto isso, a cidade sofre. Ourinhos, que já foi referência em gestão, hoje vive um cenário de abandono e incerteza.
Quem, de fato, está sendo representado dentro da Câmara? Uma coisa é certa: o povo está vendo. E está entendendo cada vez mais.
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