Mais um escândalo abala a gestão de Guilherme Gonçalves.
Documentos enviados ao Ministério Público revelam que um caminhão MUNCK da Prefeitura de Ourinhos foi utilizado em um evento particular, a mando de secretários municipais, durante o mês de agosto de 2025 — dentro do recinto da FAPI (Parque Olavo Ferreira de Sá).
Segundo o relatório, o serviço foi determinado verbalmente pelo secretário adjunto de Obras, conhecido como “Chileno”, com a anuência do secretário titular, Maicon Luiz Monteiro Cabral, sem qualquer ordem de serviço ou autorização administrativa.
O caminhão foi usado para instalar estruturas elétricas no local do evento e acabou sofrendo uma avaria durante a operação, ficando inutilizado e parado desde então, o que causou prejuízo direto ao erário público .
A denúncia aponta ainda que nove servidores da Secretaria de Obras foram mobilizados para o serviço, em horário de expediente, desviando mão de obra pública para fins particulares.
O caso foi confirmado em depoimento pelo servidor Roberto Schnabl, gerente de serviços elétricos, durante oitiva realizada em 4 de setembro de 2025 pela Comissão Permanente de Infraestrutura da Câmara Municipal.
Trechos do depoimento reforçam que o trabalho foi feito em benefício direto de um evento privado organizado pelo próprio “Chileno”, que, segundo outras denúncias, também estaria envolvido em recebimentos irregulares de valores via PIX durante a realização da 56ª FAPI, em contas pessoais e de familiares.
“A ordem veio do secretário adjunto, com ciência do secretário Maicon. Usaram caminhão e servidores da Prefeitura para montar a festa dele. O caminhão quebrou no serviço e nunca mais voltou a funcionar”, diz o depoimento registrado nos autos.
O Ministério Público foi acionado para apurar peculato, prevaricação e ato de improbidade administrativa, além de possível responsabilidade solidária do prefeito, por omissão no controle de uso de bens públicos.
A Promotoria também solicitou à Prefeitura os documentos referentes ao alvará do evento, à ocupação de solo e à utilização de equipamentos públicos, para comprovar o envolvimento direto dos agentes públicos na festa particular.
O caso se soma a uma sequência de denúncias que expõem o desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência, transformando a máquina pública em instrumento de interesses pessoais e políticos.