Deputado que construiu carreira no discurso da segurança vota contra PEC que fortalece Guardas Municipais e gera questionamentos sobre coerência política.
A aprovação da chamada PEC da Polícia Municipal reacendeu o debate nacional sobre segurança pública e também trouxe à tona uma votação que gerou surpresa entre defensores da ampliação do papel das Guardas Municipais.
Entre os parlamentares que votaram contra a proposta, está o deputado Capitão Augusto (PL-SP) — fato que chamou atenção justamente pelo histórico do parlamentar ligado ao tema da segurança.
A votação colocou o deputado no mesmo grupo de parlamentares de partidos tradicionalmente alinhados à esquerda, como PSOL e Rede.
Para muitos especialistas e apoiadores da segurança pública municipal, o episódio levantou uma pergunta direta:
Como um deputado que construiu sua trajetória política defendendo a segurança vota contra uma proposta que fortalece a atuação das cidades no combate ao crime?
A PEC 18, aprovada no Congresso, trata da ampliação e do reconhecimento constitucional das Guardas Municipais como forças de segurança pública municipal.
A proposta permite que os municípios tenham maior autonomia para estruturar suas forças de segurança, ampliando atribuições das guardas municipais.
Ou seja, mais capacidade para os municípios protegerem sua população.
Hoje o Brasil possui mais de 1.200 Guardas Municipais, muitas delas já atuando diretamente na prevenção e no enfrentamento à criminalidade.
Em muitos municípios, a Guarda Municipal já se tornou a força de segurança mais próxima da população.
Por isso, o voto contrário de Capitão Augusto gerou muitas críticas e muita incoerência com o discurso histórico de fortalecimento da segurança pública.
A segurança pública deveria estar acima de disputas políticas e não de egos e vaidade de soldadinho de chumbo.
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