A discussão sobre a abertura de uma CPI para investigar a crise na saúde expôs um dos momentos mais tensos da sessão. O vereador Kita apresentou requerimento pedindo investigação sobre a falta de repasses da gestão Guilherme Gonçalves para a Santa Casa, incluindo valores de emendas federais, estaduais e municipais destinados às cirurgias eletivas. Mesmo diante da gravidade das denúncias, apenas três vereadores assinaram o pedido: Kita, Wesley Carlos e o presidente Cícero.
Kita criticou a postura dos parlamentares ligados à base do prefeito, que no plenário afirmam apoiar investigações, mas na prática não assinaram o documento. Para ele, esses discursos são vazios e apenas encobrem a tentativa de proteger a gestão municipal. O vereador afirmou que a falta de assinaturas mostra “medo de investigar” e que parte da Câmara está atuando em defesa do prefeito, não da população.
Durante sua fala, Kita ainda apresentou documentos que apontam mais de R$ 1 milhão em notas frias e romaneios irregulares na Secretaria de Obras. Ele afirmou que, se a intenção fosse realmente investigar, a base governista teria apoiado a abertura de uma CPI para apurar também esses desvios. Segundo o vereador, a resistência em assinar comprova que há interesse político em impedir que a verdade venha à tona.
Com a CPI paralisada e sem apoio da base do governo, o desgaste político da gestão Guilherme aumenta, especialmente diante das filas, da falta de cirurgias e da sobrecarga da Santa Casa, que continua atendendo apesar da ausência de repasses.