Um aluno da rede municipal de ensino de Ourinhos passou mal após consumir um ovo de Páscoa distribuído pela Prefeitura na Escola Municipal Professora Evani Maioral Ribeiro Carneiro. O caso gerou indignação na família e acende alerta sobre a segurança alimentar nas unidades escolares do município.
Segundo relato do pai, a criança ingeriu o chocolate entregue na escola e, poucas horas depois, começou a apresentar sintomas como vômitos, febre alta e tremores durante a madrugada.
“Fomos dormir por volta das 10 horas e, às 5 da manhã, acordei com ele tossindo e tremendo na cama, com febre alta”, afirmou.
O quadro evoluiu ao longo das horas seguintes e passou a apresentar sinais mais preocupantes. Além do mal-estar, a criança apresentou lesões nas mãos, descamação da pele e inchaço no rosto, especialmente na região próxima às sobrancelhas.
Diante da situação, a família procurou atendimento médico. Imagens registradas pelos responsáveis mostram o estado da criança após o consumo do alimento, reforçando a suspeita de reação adversa.
O rótulo do produto indica a presença de ingredientes como leite, soja e possíveis traços de castanhas, substâncias que podem provocar reações em pessoas com algum tipo de alergia ou sensibilidade alimentar.
Revoltado, o pai afirma que o caso pode não ser isolado. “Tem mais gente passando por isso, mas muita gente fica quieta, tratando em casa. Eu não. Eu vou expor isso, porque a população precisa saber”, disse.
A família cobra explicações sobre a origem do produto, o processo de compra e a fiscalização dos itens distribuídos nas escolas. “A população precisa saber de onde veio isso, quem autorizou e como foi comprado”, questiona.
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