A crise da água em Ourinhos deixou clara uma ferida que vinha sendo escondida há meses: a sensação de que o prefeito Guilherme Gonçalves traiu a confiança do povo que esperava solução e recebeu desculpas.
Enquanto bairros ficam sem água, o prefeito insiste em lives, versões e ataques ao passado, em vez de assumir a responsabilidade que o cargo exige. Para especialistas e lideranças locais, a maior traição não está nas palavras, mas nas atitudes.
Um ponto é decisivo. A prefeitura integra a agência que fiscaliza a concessionária responsável pela água. Essa agência existe para cobrar, multar, exigir melhorias e defender o usuário.
E quem presidia essa agência? O próprio Guilherme Gonçalves.
O prefeito renunciou ao cargo de presidente, abriu mão do poder de fiscalizar e, agora, afirma estar “de mãos atadas”. Para muitos, isso simboliza a ruptura de um compromisso básico com a população, que é cuidar do bem mais essencial, a água.
Enquanto a cidade esperava firmeza, veio a desistência.
Enquanto o povo esperava solução, vieram desculpas.
Enquanto Ourinhos pedia gestão, recebeu narrativa.
A traição sentida pela população não é apenas política. É prática e diária, que acontece toda vez que alguém acontece um problema ou escândalo, Guilherme some!
Governo não é palco para novela de vitimização. Governo é lugar de cumprir dever e não de abandonar o povo no momento mais difícil.
Comentários: