Dados que colocaram Ourinhos entre as 10 melhores cidades do Brasil foram construídos até 2024; em apenas um ano, a cidade perde ritmo, se endivida e entra em um período de instabilidade
Ourinhos vive hoje um contraste que chama a atenção de quem acompanha a gestão pública com seriedade. Dados nacionais recentes, utilizados em ranking divulgado pela Gazeta do Povo, colocaram o município como a 7ª melhor cidade do Brasil para viver, entre cidades com 100 mil a 500 mil habitantes.
O detalhe fundamental: esses indicadores foram construídos ao longo dos oito anos da gestão do ex-prefeito Lucas Pocay.
Durante esse período, Ourinhos viveu um ciclo consistente de desenvolvimento, com planejamento, responsabilidade fiscal, investimentos estruturais e organização administrativa. O resultado foi uma cidade em crescimento, com serviços funcionando, contas equilibradas e confiança da população no futuro.
Porém, em menos de um ano após o encerramento dessa gestão, os sinais já mudaram.
Escândalos, desorganização administrativa, perda de ritmo, falta de comando e endividamento passaram a fazer parte da realidade do município. A cidade que antes avançava agora patina, e o sentimento de progresso deu lugar à preocupação e arrependimento.
Guilherme Gonçalves já é considerado o pior prefeito da história de Ourinhos.
Especialistas em gestão pública ressaltam que rankings como o da Gazeta do Povo não avaliam ações pontuais, mas sim processos consolidados ao longo do tempo. Por isso, o bom posicionamento nacional de Ourinhos reflete um legado administrativo, e não a situação atual.
O caso evidencia uma verdade conhecida por gestores experientes: bons resultados não se sustentam sem continuidade, método e responsabilidade. Quando o planejamento é abandonado e a disciplina fiscal se perde, os efeitos aparecem rapidamente.
Ourinhos prova, na prática, que gestão importa. E que o sucesso de ontem foi fruto de decisões corretas, enquanto as dificuldades de hoje acendem um alerta sobre os rumos da cidade.
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