A sessão desta semana na Câmara Municipal revelou um cenário estarrecedor: Ourinhos, que recebeu um superávit histórico no início de 2025, agora mergulha no maior buraco financeiro já registrado na cidade — um rombo de R$ 142 milhões.
Segundo documentos oficiais apresentados em plenário, a gestão do prefeito TikToker Guilherme Gonçalves consumiu em poucos meses o saldo positivo deixado por Lucas Pocay e conduziu o município a uma situação considerada pelos vereadores como “descontrole absoluto”.
A soma do déficit de R$ 109 milhões mais as pendências de R$ 33 milhões do IPMO forma o número que chocou até os parlamentares mais experientes.
DE 245,6 MILHÕES EM CAIXA PARA O COLAPSO
A ata de transmissão de governo assinada em janeiro registrava R$ 245,6 milhões disponíveis quando Guilherme Gonçalves assumiu a Prefeitura. Em menos de um ano, o contraste entre o superávit entregue e o caos atual virou símbolo de uma gestão sem planejamento, sem controle e sem rumo.
Vereadores afirmam que nunca viram tamanha deterioração financeira em tão pouco tempo.
ATRASOS, FALTA DE PAGAMENTOS E SERVIÇOS À BEIRA DO COLAPSO
Durante a sessão, o vereador Wesley Carlos fez um relato duro e alarmante: horas extras atrasadas, fornecedores sem receber, repasses travados para a Santa Casa e para a RECCO, setores sem insumos básicos, servidores desesperados com a falta de organização.
Segundo o parlamentar, a Prefeitura já não consegue honrar compromissos mínimos, colocando em risco a continuidade de serviços essenciais.
A diferença entre o que foi entregue e o que se vê hoje gera revolta e perplexidade. O superávit construído ao longo de oito anos desapareceu, e o que surgiu em seu lugar foi uma crise que tomou conta das ruas, dos servidores, dos fornecedores e da Câmara.
Ourinhos, que vinha avançando, agora tenta entender como foi parar no maior buraco financeiro de sua história.