A semana marcou um episódio que chamou atenção no cenário político regional: a deputada Dani Alonso teve seu nome rejeitado para receber o título de cidadã de Lençóis Paulista.
A decisão, incomum nesse tipo de homenagem, geralmente aprovada sem resistência, foi interpretada nos bastidores como um sinal claro de desgaste político.
E não é um fato isolado. Nos últimos meses, cresce a percepção de que o grupo político ligado à deputada vem perdendo espaço e força em diversas cidades da região, justamente em um momento em que lideranças buscam ampliar presença e consolidar bases.
O episódio ganha ainda mais peso quando somado a posicionamentos recentes que têm gerado questionamentos.
Entre eles, o voto do deputado Capitão Augusto, que acompanhou partidos de esquerda votando contrário a segurança pública.
A votação envolvia o fortalecimento das guardas municipais, que hoje desempenham papel cada vez mais essencial na proteção das cidades.
Em um cenário onde a população pede mais segurança, a decisão foi vista por muitos como um movimento na contramão do que os municípios precisam.
Guardas municipais, que antes tinham atuação limitada, hoje são peças fundamentais no combate à criminalidade, apoio à polícia e presença preventiva nos bairros.
Ir contra esse fortalecimento, para muitos, foi um erro político e estratégico.
Na política, sinais assim não passam despercebidos. E quando começam a se repetir, indicam algo maior, que tem perda de sintonia com a base e enfraquecimento regional.
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