Ourinhos vive um dos momentos mais graves de sua história na área da saúde. Além da falta de medicamentos básicos nas unidades municipais, veio à tona uma informação ainda mais preocupante: a Prefeitura recebeu emenda parlamentar superior a R$ 1 milhão, com destinação específica para cirurgias eletivas, e nenhuma cirurgia foi realizada com esses recursos.
O dinheiro, que tinha finalidade, definida em lei e registrada nos sistemas oficiais, de reduzir filas, devolver dignidade a pacientes que aguardam procedimentos e aliviar o sofrimento, foi pra onde?
Enquanto pacientes seguem aguardando cirurgias, convivendo com dor, limitações e agravamento de quadros clínicos, o recurso simplesmente não cumpriu sua finalidade. O fato gera questionamentos graves sobre gestão, planejamento e, principalmente, a destinação correta das verbas públicas.
Diante desse cenário, cresce o apelo para que o Ministério Público e os órgãos de controle apurem onde os recursos foram aplicados, por que as cirurgias não foram realizadas, se houve desvio de finalidade ou má gestão e quem são os responsáveis pelas decisões.
A chamada “gestão TikToker” de Guilherme Gonçalves, marcada por forte presença nas redes sociais, passa agora a ser associada a uma crise real, concreta e documentável na saúde pública, com serviços em colapso.
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