Após procurar o Ministério Público para denunciar as irregularidades na destinação das doações, a empresa autora da representação relata ter sido alvo de pressões e tentativas de interferência por agentes políticos ligados à Prefeitura de Ourinhos.
De acordo com o aditamento oficial apresentado à Promotoria, começaram a ocorrer ligações telefônicas, visitas presenciais e mensagens com tom intimidatório, todas com o objetivo de fazer o denunciante desistir da representação.
O documento aponta que um vereador teria procurado a empresa para “resolver a situação”, comparecendo ao local mesmo após orientação expressa do Ministério Público para que nenhum documento fosse assinado fora dos canais oficiais. Houve insistência para assinatura imediata de papéis, com valores divergentes, o que foi recusado.
O episódio mais grave narrado nos autos envolve ligação atribuída ao prefeito Guilherme Gonçalves, que teria solicitado que a denúncia não fosse levada à Câmara Municipal e pressionado para que a representação fosse retirada, a fim de evitar “exposição na mídia”.
Os fatos descritos levantam, em tese, a possibilidade de crimes como coação no curso do processo, tráfico de influência e abuso de autoridade, todos já submetidos à análise do Ministério Público.
Denúncia não se resolve com telefonema e investigação não se interrompe com pressão.
A empresa pediu oficialmente que o MP adote medidas para cessar qualquer contato direto e preservar a independência da apuração.
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