Diego Singolani, ex-prefeito de Santa Cruz do Rio Pardo e atual secretário de Saúde de Ourinhos, está no centro de uma controvérsia financeira. A nova administração de Santa Cruz, sob o comando do prefeito Otacílio Parras, rebateu as declarações de Singolani de que teria deixado a Prefeitura com superávit financeiro e R$ 17 milhões em caixa ao final de 2024.
Segundo João Zarantonelli, atual secretário de Finanças do município, a realidade financeira herdada pela nova gestão é preocupante, com um déficit expressivo que pode comprometer a prestação de serviços essenciais, como os atendimentos realizados pela Santa Casa.
Durante uma entrevista concedida à rádio 104 FM, Zarantonelli informou que não havia saldo disponível para custear despesas rotineiras, incluindo R$ 700 mil em indenizações de funcionários comissionados exonerados e valores em aberto com a empresa Conservitá, responsável pela coleta de lixo. Ele também mencionou uma dívida de R$ 800 mil referente à limpeza pública de novembro de 2024, que não foi quitada antes do encerramento do mandato de Singolani.
“A situação financeira do município é crítica. Santa Cruz está próxima de uma insolvência. Se me perguntarem se a Prefeitura está falida, eu diria que está muito perto disso”, declarou Zarantonelli, ressaltando que medidas de austeridade serão necessárias para reequilibrar as contas ao longo de 2025.
Repercussão regional
A controvérsia envolvendo Diego Singolani ganha ainda mais destaque pelo fato de ele atualmente ocupar o cargo de secretário de Saúde de Ourinhos, cidade vizinha. Diante do cenário financeiro atribuído à sua gestão em Santa Cruz do Rio Pardo, surgem questionamentos sobre como ele conduzirá uma das pastas mais relevantes da administração de Ourinhos, que exige grande responsabilidade e planejamento.