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Sexta-feira, 22 de Maio 2026
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Notícias / Política

Explode denúncia de caixa 2 na campanha de Guilherme: empresário afirma ter financiado eleição “por fora”

Declarações públicas de apoiador revelam suposta doação não declarada à Justiça Eleitoral; caso pode configurar crime de falsidade ideológica e comprometer mandato

Explode denúncia de caixa 2 na campanha de Guilherme: empresário afirma ter financiado eleição “por fora”
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Uma denúncia explosiva apresentada ao Ministério Público Eleitoral pode colocar em xeque a legitimidade da eleição do atual prefeito de Ourinhos, Guilherme Gonçalves, e de seu vice, Alexandre Dauage (Zóio).

O documento aponta fortes indícios de caixa 2 e falsidade ideológica eleitoral, com base em declarações públicas feitas por um conhecido empresário da cidade.

O caso veio à tona após o empresário Francisco Eroides Quagliato Filho, mais conhecido como Kiko Quagliato, afirmar em comentários feitos nas redes sociais do próprio prefeito que financiou parte da campanha eleitoral de 2024 com valores não declarados.

Nos prints anexados à denúncia, Kiko escreve frases diretas como:

“Declarou o dinheiro que te banquei?”
“Você tem rabo preso sim.”
“Não adianta me bloquear.” 

As mensagens foram publicadas em perfis oficiais do prefeito no Instagram, em postagens e vídeos feitos após a posse, e seguem disponíveis publicamente.
Segundo o texto protocolado, tais afirmações sugerem que houve doação em espécie e sem recibo eleitoral, o que constitui crime de caixa 2 e falsidade ideológica eleitoral, conforme o artigo 350 do Código Eleitoral.

A denúncia destaca ainda que Kiko Quagliato é empresário do setor sucroenergético, dono de usinas de cana-de-açúcar e fazendas de gado, conhecido por seu alto poder econômico e histórico de influência política na região.
A suposta doação, portanto, não apenas desequilibraria a disputa eleitoral, como também feriria a isonomia entre os candidatos, criando vantagem indevida para a chapa eleita.

“Se comprovada, a omissão de valores nas contas de campanha representa grave atentado à democracia e à transparência do processo eleitoral”, diz o documento encaminhado à Promotoria Eleitoral.

A representação pede a abertura de procedimento preparatório eleitoral para apurar o caso e, se confirmadas as irregularidades, a responsabilização civil, administrativa e criminal dos envolvidos.

O caso pode evoluir para ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) e até cassação do diploma e perda do mandato, caso se comprove que os recursos não declarados influenciaram o resultado das urnas.

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