A sessão da última segunda-feira (10) revelou um diagnóstico preocupante para Ourinhos: a gestão Guilherme Gonçalves está cada vez mais distante das instituições e, principalmente, das pessoas. Vereadores relataram que secretários não respondem ofícios, não atendem pedidos e tratam as demandas do Legislativo com um silêncio que já se tornou padrão.
Segundo parlamentares, essa ausência de comunicação não é um fato isolado — é um modo de governar. E o efeito é imediato: problemas simples deixam de ser resolvidos, questões urgentes ficam paradas e a cidade perde agilidade em áreas essenciais.
O vereador Wesley Carlos resumiu o sentimento do plenário: “Sem diálogo, não existe gestão. E hoje, esse diálogo praticamente desapareceu.”
Para especialistas e para a própria Câmara, o cenário aponta para um Executivo cada vez mais fechado, avesso ao debate e incapaz de construir soluções coletivas. A cidade, que precisa de liderança presente e articulação constante, enfrenta um governo que prefere o isolamento.
A crise de comunicação entre os Poderes já compromete a eficiência administrativa e reforça a percepção de que falta comando, falta direção e falta compromisso com a transparência.