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Quinta-feira, 21 de Maio 2026
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Notícias / Política

Família de secretários do prefeito Guilherme Gonçalves é favorecida em contrato milionário da UMMES

Empresa ligada aos Tasca teria sido contratada para prestar serviços à Prefeitura de Ourinhos mesmo com caminhões públicos parados; parentesco foi ocultado dias antes da assinatura

Família de secretários do prefeito Guilherme Gonçalves é favorecida em contrato milionário da UMMES
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Um caso que levanta sérias suspeitas de nepotismo e favorecimento político veio à tona em Ourinhos. Documentos encaminhados ao Ministério Público apontam que o Consórcio UMMES, presidido pelo prefeito Guilherme Gonçalves, contratou a empresa TASPIN Locações e Transportes, que pertencia a familiares diretos de dois secretários municipais.

A denúncia revela que a empresa era de André Luiz Tasca, parente de José Roberto Tasca (secretário de Gabinete) e de Jocimar Tasca (que era secretário-executivo do próprio consórcio). Ambos foram nomeados no início do ano. Poucos dias antes da assinatura do contrato, André Tasca retirou-se formalmente da sociedade, numa manobra que, segundo o documento, teria servido apenas para mascarar o parentesco e permitir o negócio.

O contrato — firmado em junho de 2025 — envolve locação de caminhões e prestação de serviços de transporte. A Prefeitura de Ourinhos, através da Secretaria de Zeladoria, aderiu ao mesmo contrato para uso da frota da empresa.

O problema é que o município já possuía caminhões próprios, inclusive seis deles parados na Secretaria de Governo, que poderiam realizar o mesmo serviço sem custo adicional. “A terceirização é completamente desnecessária”, diz o texto, afirmando que a operação pode configurar direcionamento, conflito de interesses e improbidade administrativa .

Além do parentesco e da falta de transparência, a denúncia cita que o requerimento feito pela Câmara Municipal pedindo informações sobre o contrato não foi respondido dentro do prazo legal, o que agrava a suspeita de irregularidade e omissão.

O Ministério Público foi acionado para investigar possível violação dos princípios da moralidade e impessoalidade, previstos no artigo 37 da Constituição, e eventuais crimes contra a Administração Pública, como fraude em licitação e dano ao erário.

“A retirada estratégica do nome do parente da sociedade e a contratação em seguida apontam para uma tentativa deliberada de burlar a lei”, resume o documento.

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