Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, o vereador Kita fez um alerta grave sobre a situação do Instituto de Previdência Municipal de Ourinhos (IPMO).
Segundo ele, a gestão do prefeito Guilherme Gonçalves e do vice-prefeito Alexandre Zoio deixou de repassar os valores patronais e a alíquota suplementar referentes aos meses de junho, julho e agosto de 2025, acumulando uma dívida superior a R$ 20 milhões.
“O município de Ourinhos está quebrado. Quebrado. Essa é a verdade. Várias terceirizadas com pagamento atrasado, sem dinheiro pra comprar nada. E eu me preocupo com a previdência do município”, afirmou o vereador em plenário.
Kita destacou que a falta de repasses compromete o equilíbrio financeiro do IPMO e pode colocar em risco o pagamento futuro de aposentadorias e pensões. Ele também relembrou que o problema já havia sido sanado durante a gestão do ex-prefeito Lucas Pocay, período em que a previdência foi reestruturada e voltou a operar com segurança.
“Se nós não cobrarmos do Executivo uma ação efetiva, corremos o sério risco de falir o IPMO. Deixar os servidores públicos à mercê da sorte, nós não podemos aceitar”, completou.
O vereador Wesley Carlos também se manifestou, criticando outro ponto que tem enfraquecido a previdência municipal: a substituição de servidores concursados por terceirizados contratados por meio de Organizações Sociais (OSCs).
“Quando o servidor é concursado, o dinheiro fica em Ourinhos. Quando é terceirizado, vai para fora. O governo precisa entender que está enfraquecendo o próprio IPMO”, alertou.
A Câmara Municipal deve agora encaminhar pedido formal de esclarecimentos à Prefeitura e ao IPMO, solicitando extratos e comprovantes dos repasses referentes ao exercício de 2025.