A sessão da Câmara desta segunda-feira (10) revelou mais um episódio que expõe o descompasso e a falta de comando da gestão Guilherme Gonçalves. O vereador Ederson Kita denunciou que a gerente do Cadastro Único da Prefeitura se recusou a enviar informações oficiais sobre o Bolsa Família — dados que são públicos e essenciais para fiscalização.
Segundo Kita, a servidora alegou sigilo baseado na LGPD, argumento considerado completamente inadequado e usado como barreira para impedir o controle da Câmara. Para o vereador, a atitude representa um “desrespeito à Câmara e à população”, além de reforçar a sensação de opacidade que marcou a área social nesta gestão.
O pedido de informações incluía números básicos: total de famílias atendidas, fluxo de atualização cadastral e dados operacionais do programa no município. Nada disso envolve dados pessoais sensíveis — o que torna a recusa ainda mais grave.
A situação será encaminhada à Comissão de Fiscalização e Controle, que deve cobrar explicações formais e exigir transparência imediata da administração.
Nos bastidores, vereadores afirmam que o caso é apenas mais uma amostra da dificuldade crescente de se obter informações da Prefeitura. Para muitos, a gestão Guilherme Gonçalves opera com resistência ao diálogo, pouca transparência e absoluto despreparo institucional.
Em uma área tão sensível quanto a Assistência Social, negar dados públicos revela mais que desorganização: revela falta de comando e de respeito com a cidade.