A sessão da Câmara de segunda-feira expôs que a saúde pública de Ourinhos vive um momento crítico. Os debates mostraram que a gestão Guilherme Gonçalves não realizou repasses essenciais à Santa Casa e que a falta de organização financeira tem afetado diretamente o andamento das cirurgias eletivas, que seguem paradas em 2025.
Durante a sessão, o vereador Wesley Carlos afirmou que todas as cirurgias eletivas feitas neste ano só aconteceram graças ao dinheiro deixado pela gestão Lucas Pocay. Segundo ele, os procedimentos realizados até agora foram custeados exclusivamente com recursos remanescentes da administração anterior, sem que a gestão atual tenha contratado novas cirurgias.
O vereador Kita apresentou dados que reforçam essa situação. Ele apontou atrasos da gestão Guilherme Gonçalves no repasse da UPA, emendas impositivas, valores da ABDS e pendências com a IGEVE. Mesmo sem receber o que lhe é devido, a Santa Casa continua atendendo Ourinhos e toda a região, o que aumenta a sobrecarga do hospital.
Os discursos também revelaram a falta de planejamento da atual administração. A gestão não apresentou plano de trabalho, critérios de priorização, transparência sobre a aplicação das emendas e tampouco um cronograma para a retomada dos procedimentos. Isso reforça a percepção de desorganização e ausência de direção na condução da saúde pública.
Enquanto isso, a Santa Casa segue realizando triagem, exames e todo o atendimento necessário aos pacientes, mas não consegue avançar nas cirurgias sem que a gestão municipal faça as contratações e repasses. Com isso, as filas aumentam, casos se agravam e cresce o sentimento de abandono entre as famílias que aguardam atendimento.
A sessão evidenciou que a crise não se limita a falta de dinheiro, mas ao conjunto de omissões e atrasos da gestão Guilherme Gonçalves, que têm paralisado serviços essenciais e colocado em risco a saúde da população de Ourinhos.