A sessão da Câmara expôs o desgaste da decisão de Guilherme Gonçalves, que rompeu com a Santa Casa mesmo acumulando uma dívida de cerca de 15 milhões e colocou a UPA nas mãos da ABDESC, empresa que já enfrenta denúncias, reclamações e problemas dentro da própria rede municipal.
Enquanto a Santa Casa administrava a UPA, havia integração direta com o hospital, agilidade nas transferências e suporte imediato nos casos mais graves. Mesmo enfrentando falta de repasses da prefeitura, o serviço continuava funcionando. A troca, porém, desmontou um modelo que já estava ajustado.
O prefeito tiktoker ignorou alertas, não apresentou estudo, não discutiu com a população e não mostrou nenhuma evidência de que a mudança poderia melhorar o atendimento. A ABDESC, que já coleciona problemas na administração das unidades básicas de saúde e CAPS, agora assume o principal serviço de urgência da cidade justamente quando a saúde de Ourinhos vive filas, demora e falta de exames.
Na Câmara, o recado foi direto. Guilherme tirou o que funcionava para entregar a UPA a uma empresa marcada por denúncias. Em vez de buscar acordo com a Santa Casa, pagar o que deve e garantir estabilidade ao sistema, preferiu uma aposta que aumenta a insegurança de quem precisa de atendimento.
E, como sempre, quem sente o impacto primeiro é o paciente que chega à UPA e percebe que o serviço fica mais frágil a cada decisão equivocada do prefeito.