Ourinhos amanheceu diante de um dos episódios mais graves de sua história administrativa recente.
Em decisão de 18 páginas, a Justiça determinou o afastamento cautelar do prefeito Guilherme Andrew Gonçalves da Silva da condução da área da Saúde por 90 dias, entendendo que há elementos concretos que justificam a medida para evitar a continuidade das irregularidades investigadas.
A decisão vai além. O magistrado afirma que o município enfrenta uma crise prolongada na saúde, cita a existência de outras ações judiciais relacionadas ao setor e registra que o Poder Judiciário precisou intervir para restabelecer eficiência, transparência e legalidade na gestão pública.
Em um dos trechos mais contundentes, a decisão menciona que a administração teria demonstrado demora em apresentar soluções definitivas para os problemas da saúde, recorrendo a sucessivos aditivos temporários, situação que, segundo o juiz, não poderia se perpetuar.
Além do afastamento parcial, a Justiça determinou:
• Proibição de novos aditamentos relacionados à gestão da UPA e PA Cohab;
• Restrições a novas contratações;
• Apresentação de cronograma para regularização da gestão;
• Prestação de contas periódica;
• Ampliação das medidas de transparência pública.
A pergunta que fica é inevitável: como Ourinhos chegou a esse ponto?
Quando a Justiça precisa intervir diretamente na condução da saúde pública, o debate deixa de ser político e passa a ser institucional.
A população, que já enfrenta dificuldades no atendimento, filas, insegurança e incertezas, agora assiste a uma situação que ultrapassa os limites da disputa política e atinge o coração da administração municipal.
E o povo paga um preço alto com a pior gestão da história de Ourinhos com Guilherme Gonçalves.
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