A repercussão do ranking nacional que colocou Ourinhos entre as melhores cidades do Brasil para viver segue movimentando o debate político na cidade. Nas ruas, o sentimento é de indignação com a tentativa do atual prefeito, Guilherme Gonçalves, de se associar a um resultado que, segundo especialistas e moradores, reflete dados consolidados na gestão de Lucas Pocay.
Para Luís Antônio, morador de Ourinhos há 53 anos, a postura causa revolta.
“Guilherme é cara de pau demais em falar que Ourinhos estar num ranking seria por causa dele. Todo mundo sabe da incompetência e da péssima gestão que ele está fazendo”, afirmou.
O ranking, divulgado pela Gazeta do Povo, utiliza indicadores acumulados ao longo de vários anos, como infraestrutura, saúde, segurança, planejamento urbano, mobilidade, desenvolvimento econômico e qualidade de vida, dados construídos durante o ciclo de desenvolvimento vivido pela cidade entre 2017 e 2024 com o prefeito Lucas Pocay.
Luís Antônio reforça que os números não refletem o momento atual da administração municipal.
“Quero ver no ano que vem, quando os índices forem da gestão dele. Com certeza Ourinhos vai cair e muito nesse ranking”, completou.
A avaliação do morador ecoa o sentimento de grande parte da população, que percebe perda de ritmo, dificuldades administrativas, frustração com promessas não cumpridas e muitos escândalos em menos um ano de gestão.
Especialistas em administração pública destacam que rankings desse tipo não medem discursos ou ações pontuais, mas sim processos de longo prazo, e alertam que a continuidade dos bons indicadores depende de planejamento, responsabilidade e capacidade de gestão.
Enquanto isso, o debate cresce nas ruas, nas redes sociais e no comércio local, reforçando uma percepção clara entre os moradores: resultado se constrói com gestão e se perde rapidamente quando ela falha.
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