O ESCÂNDALO DA VEZ
O prefeito de Ourinhos, Guilherme Gonçalves, encaminhou à Câmara Municipal um projeto que revoltou a população. A proposta garante aumento indireto nos salários da Procuradoria do Município, que já ultrapassam valores altíssimos.
Hoje, os procuradores recebem cerca de R$ 11 mil de salário base, mas com os chamados “honorários de sucumbência” — pagos pela parte perdedora em processos judiciais — chegam a mais de R$ 30 mil por mês.
Agora, o prefeito quer transformar essa verba, que deveria ser variável, em parte fixa do salário, contando inclusive para férias, 13º e aposentadoria. Em outras palavras: um benefício vitalício bancado pela Prefeitura, ou seja, pelo bolso do contribuinte.
MAIS COBRANÇA PARA QUEM JÁ SOFRE
O projeto de Guilherme vai ainda mais longe: prevê que os procuradores recebam taxa extra mesmo em cobranças extrajudiciais, ou seja, antes mesmo de abrir um processo. Isso significa que o cidadão que atrasa o IPTU e procura a Prefeitura para regularizar sua situação terá que pagar, além do imposto, um valor adicional que vai direto para a Procuradoria.
Até hoje, nunca houve cobrança nesse estágio — a regularização era feita apenas pela Secretaria de Finanças.
A CONTA SEMPRE SOBRA PARA O POVO
Enquanto milhares de famílias lutam para pagar suas contas em dia, a gestão municipal cria um projeto que pode aumentar ainda mais o peso dos tributos e engordar os salários de quem já ganha bem.
Tudo isso em um momento em que Ourinhos enfrenta restrições orçamentárias e falta de investimento em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
A pergunta que fica é: quem a Prefeitura está defendendo, o cidadão trabalhador ou os privilégios de alguns poucos?