A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu início, em janeiro de 2026, ao processo de retirada definitiva dos orelhões das ruas de todo o Brasil. A medida ocorre após o encerramento, em 2025, das concessões de telefonia fixa, que desobrigou operadoras como Oi, Vivo, Claro, Algar e Sercomtel da manutenção dos aparelhos.
Atualmente, o país ainda conta com cerca de 38 mil telefones públicos, número muito inferior aos mais de 202 mil registrados em 2020. Desse total, aproximadamente 33 mil estão ativos e outros 4 mil em manutenção, segundo dados da Anatel.
Na região, a retirada prevê a remoção de 58 orelhões em Ourinhos, 35 em Piraju e 36 em Santa Cruz do Rio Pardo. O cronograma inicial prioriza carcaças e equipamentos já desativados.
Pelas novas regras, os telefones públicos só deverão ser mantidos em localidades sem cobertura de telefonia móvel, com prazo máximo de permanência até 2028. Como contrapartida, a Anatel determinou que os recursos antes destinados aos orelhões sejam direcionados para investimentos em banda larga e redes móveis.
Criado em 1971, o orelhão se tornou símbolo da comunicação brasileira por décadas, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000, mas perdeu espaço com a popularização dos celulares.
Fonte: G1
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