A sessão da Câmara da última segunda-feira (10) expôs uma crise que atinge o coração financeiro do município: a previdência de Ourinhos entrou na zona de risco. Segundo relatório apresentado pelo IPMO, o sistema acumula um déficit final de R$ 39,8 milhões, resultado direto do desequilíbrio no plano de custeio e da incapacidade da atual administração de controlar as contas públicas.
O custo total projetado dos benefícios chega a R$ 1,82 bilhão, com um déficit técnico inicial de R$ 937,2 milhões — números que mostram a profundidade de um problema que não surgiu hoje, mas que se agravou pela falta de gestão, de liderança e de organização sob o comando de Guilherme Gonçalves.
Durante a análise do Projeto de Lei Complementar 16/2025, enviado pelo Executivo, vereadores cobraram clareza, responsabilidade e explicações que até agora não vieram. Para muitos, a proposta enviada pela Prefeitura é mais uma tentativa de apagar incêndio do que um plano real de recuperação.
O vereador Ederson Kita reforçou a gravidade da situação: “A Câmara precisa entender cada cálculo. Estamos falando da segurança presente e futura dos servidores.”
Nos bastidores, a avaliação é dura: o rombo previdenciário virou símbolo da fragilidade administrativa da atual gestão, que não entrega planejamento, não apresenta soluções consistentes e coloca em risco o futuro financeiro de toda a cidade.
Para Ourinhos, o alerta está dado: sem comando e sem gestão, até a aposentadoria dos servidores fica ameaçada.