Uma checagem realizada por especialistas em gestão pública e saneamento derruba uma das maiores fake news espalhadas nos últimos meses: a SAE nunca foi vendida. Não houve alienação, privatização ou transferência de patrimônio.
Nada disso aconteceu.
O que existe é um contrato de concessão, modelo adotado em diversas cidades, no qual o patrimônio continua 100% público e o operador assume obrigação de investir e cumprir metas rígidas.
O processo foi acompanhado por: Ministério Público, órgãos ambientais, estudos técnicos, audiências públicas na Câmara, e licitação feita na Bolsa de Valores (B3).
Mas um ponto chama a atenção:
a fiscalização do contrato é função de uma Agência Reguladora independente.
E, segundo apuração, o atual prefeito Guilherme Gonçalves simplesmente abandonou a Agência, não cobrou metas, não solicitou auditorias e não exerceu a função de acompanhamento prevista em lei.
Agora, tenta transferir a responsabilidade para a gestão anterior, mesmo tendo deixado de cumprir seu próprio dever institucional.