Vira e mexe a gente escuta alguém por aí dizendo que "na vida é assim, quem não chora não mama". Mas será que isso é jeito de ver as coisas?
Na política, então, essa história de ganhar no grito e no ódio tá cada vez mais comum. Tem candidato que só sabe apontar o dedo, reclamar do que tá errado, falar mal dos outros e, olha só, acaba levando a melhor. Mas e aí, isso é bom pra gente?
Pensa comigo: o fulano que só sabe criticar, que nunca tá contente e vive espalhando negatividade, acaba sentado na cadeira mais cobiçada da cidade. Ganhou, tá lá, mas como será que ele vai unir todo mundo agora? Como é que ele vai fazer a cidade andar pra frente se até ontem só sabia frear?
Conversei com a Dona Maria, lá da padaria, e ela soltou essa pérola: "Meu filho, quem só sabe jogar pedra nos outros, um dia acaba sem ninguém pra construir a casa". E não é que ela tem razão? Se a gente escolhe quem só sabe derrubar, quem é que vai ajudar a levantar?
Os especialistas falam que crítica é bom, faz parte. Mas cadê as ideias? Cadê as soluções? O professor Carvalho, da escola da esquina, disse que "política não é só falar, tem que fazer. E fazer junto, porque ninguém faz nada sozinho". E isso não tá na boca do povo à toa. A gente quer ver trabalho, quer ver coisa boa saindo do papel.
Então, fica a pergunta que não quer calar: a gente vai deixar quem só sabe reclamar ganhar espaço? Ou a gente vai começar a valorizar quem tem proposta, quem tem um plano, quem quer e pode fazer a diferença de verdade?
A justiça começa na urna, mas não termina lá. Começa com a gente escolhendo direito quem vai levar nossa cidade pra frente. E termina com a gente cobrando, dia após dia, pra que as promessas virem realidade.
Porque, no fim das contas, vitória sem trabalho pelo bem comum não é vitória, é só sorte. E sorte, meus amigos, a gente sabe que não dura pra sempre.