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Sexta-feira, 22 de Maio 2026
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Servidores revelam o caos que a cidade não via e por que a concessão salvou o abastecimento

Quem trabalhou por décadas no sistema de água de Ourinhos conta a verdade que muita gente desconhece: estrutura antiga, risco real de colapso e a decisão corajosa que mudou o futuro da cidade

Servidores revelam o caos que a cidade não via e por que a concessão salvou o abastecimento
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Quem trabalhou por décadas no sistema de água de Ourinhos conta a verdade que muita gente desconhece: estrutura antiga, risco real de colapso e a decisão corajosa que mudou o futuro da cidade

Durante anos, a população de Ourinhos abriu a torneira sem imaginar o esforço que existia por trás para a água chegar às casas. Agora, servidores que trabalharam por décadas na antiga SAE resolveram falar e contar como era, de fato, a realidade do sistema antes da concessão.

Os relatos são diretos, técnicos e humanos. Eles descrevem um sistema antigo, precário e no limite, que exigia intervenções constantes para não parar. Não se tratava de exagero político, mas de uma rotina diária de pressão, improviso e medo real de colapso.

“Trabalhei por 19 anos na SAE e sei o caos que era. O sistema era muito antigo, precário. Existia risco real de parar tudo”.

Segundo os servidores, manter o abastecimento funcionando era quase uma batalha diária. Bombas antigas, rede sobrecarregada e equipamentos ultrapassados faziam parte da rotina. Muitas vezes, a cidade só não ficava sem água graças ao esforço direto das equipes técnicas.

“Quem fala que dava pra manter a SAE não conhece a realidade que a gente vivia. Era pressão total. Eu servi por mais de 15 anos lá e sabia que o caminho era a concessão”.

“O sistema estava no limite”. Essa frase se repete nos depoimentos. Para quem estava dentro da operação, o crescimento da cidade já não era acompanhado pela capacidade do sistema de produzir e distribuir água tratada.

Os servidores explicam que, sem investimentos pesados em novas estruturas, como adutoras, modernização da rede e ampliação da produção, o risco de colapso era concreto. Não era questão de “se”, mas de “quando”.

“O único que teve coragem de enfrentar o problema de verdade foi o Pocay. Ele pensou no futuro da cidade, não em politicagem. Tanto que fez a nova ETA depois de 60 anos”.

Os relatos também trazem orgulho. Plantões de madrugada, feriados, fins de semana, chuva, calor extremo. Tudo para garantir que a água chegasse às casas.

“Muita gente não aparecia, mas estava lá de madrugada, em dia de chuva, resolvendo problema pra cidade não ficar sem água”.

Cada bomba, cada poço, cada metro de rede era conhecido de perto por quem estava na linha de frente. São histórias de gente que segurou o sistema funcionando mesmo nas condições mais difíceis.

Outro ponto reforçado pelos trabalhadores é que, ao contrário do que muitos disseram na época, os servidores não foram esquecidos. A estabilidade foi mantida, e a experiência acumulada ao longo de anos continuou sendo colocada a serviço da população.

“A gente não foi descartado. A estabilidade foi mantida e o nosso conhecimento continuou valendo”. Isso garantiu continuidade técnica e evitou que décadas de experiência fossem perdidas.

Para esses servidores, a concessão não foi ideologia. Foi necessidade. Foi a decisão que evitou o colapso e preparou Ourinhos para o futuro.

E essa é uma verdade que só quem carregou o sistema nas costas consegue contar.

Os servidores entrevistados pediram para ficar anônimos para não sofrerem represálias da atual gestão.

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