Quem trabalhou por décadas no sistema de água de Ourinhos resolveu contar a verdade que muita gente nunca viu.
Estrutura antiga, equipamentos precários e risco real de colapso faziam parte da rotina da antiga SAE. Segundo servidores, manter a cidade com água era uma batalha diária.
“Trabalhei por 19 anos na SAE. O sistema era muito antigo e existia risco real de parar tudo.”
Bombas ultrapassadas, rede sobrecarregada e pressão constante. Muitas vezes, a cidade só não ficou sem água por causa do esforço direto das equipes técnicas.
“Quem diz que dava pra manter a SAE não conhece a realidade que a gente vivia. Eu sabia que o caminho era a concessão.”
O crescimento da cidade já não era acompanhado pela capacidade do sistema. Sem investimentos pesados, o colapso não era questão de se, mas de quando.
“O único que teve coragem de enfrentar o problema foi o Pocay. Depois de 60 anos, ele fez a nova ETA.”
Plantões de madrugada, feriados e dias de chuva faziam parte da rotina de quem segurou o sistema funcionando.
A estabilidade dos servidores foi mantida e o conhecimento técnico não foi perdido.
Para quem estava dentro, a concessão não foi ideologia. Foi necessidade.
E essa é uma verdade que só quem viveu consegue contar.
Servidores ouvidos pediram anonimato por medo de represálias da atual gestão.
Servidores revelam o caos que a cidade não via e por que a concessão salvou o abastecimento
Relatos de funcionários apontam estrutura sucateada, risco de colapso e defendem que a concessão foi medida necessária para garantir água à população
11/02/2026 12:17
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