Ourinhos já conhece bem esse roteiro: quando falta ideia, se copia; quando falta legado, se apaga o dos outros; quando falta conteúdo, se troca o nome e se vende como novidade.
É exatamente isso que a vereadora Raquel Spada tenta fazer agora ao apresentar um projeto que, na prática, cancela um programa já existente — o Parlamento Jovem — criado há anos por Lucas Pocay, com base legal, estrutura definida e objetivos claros.
O mais grave não é reapresentar uma pauta. O mais grave é apagar a história, fingir que nada existia antes e usar jovens, educação e cidadania como palco de autopromoção política.
O Parlamento Jovem nunca foi sobre quem assina o projeto.
Mas quando alguém faz questão de extinguir o que existe apenas para carimbar o próprio nome, a intenção fica clara para qualquer cidadão atento.
Não se trata de melhorar, ampliar ou fortalecer. Trata-se de substituir autoria. De transformar um projeto de formação em vitrine pessoal.
Ourinhos não precisa de políticos que usam causas nobres como trampolim. Precisa de quem constrói, respeita a história e soma, não de quem chega depois tentando reescrever o que já foi feito com seriedade.
Será que a vereadora que se diz cristã, não aprendeu nada na igreja?
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