O circo montado em Assis para conceder o título de Cidadão Assisense ao deputado Capitão Augusto desmoronou de vez. Pressionados pela incoerência e pela indignação popular, vereadores retiraram o projeto da pauta, revelando a perda de força do parlamentar na própria região.
A verdade é que Capitão Augusto nunca priorizou Assis. Pelo contrário: em 2017, no governo federal, foi publicada portaria que desabilitou a oncologia de Assis no Hospital Regional.
Naquele momento, o então prefeito de Ourinhos, Lucas Pocay, foi firme em sua posição: defendeu que Assis mantivesse a oncologia, reconhecendo a importância e a força da cidade nesse serviço. Ao mesmo tempo, destacou que Ourinhos também já estava preparada, pelo desenvolvimento e pelas condições estruturais, para receber a habilitação da oncologia. Sua fala não era de disputa, mas de união: fortalecer Ourinhos sem enfraquecer Assis, garantindo que toda a região tivesse mais acesso à saúde.
“Não podemos descobrir um santo e cobrir outro. Assis tem força e direito, assim como Ourinhos está preparada para avançar nessa especialidade. A região precisa de ambas”, falou Lucas na época.
Enquanto Pocay brigava pelo fortalecimento da saúde regional, Capitão Augusto brigava contra Assis. Agora, tentar se promover com um título em Assis soa como uma afronta à memória da população que viu o serviço ser retirado.
A reação dos vereadores foi clara: não se dá título a quem atrapalhou a cidade.