A sessão da Câmara expôs um cenário grave da saúde pública em Ourinhos sob a gestão Guilherme Gonçalves. Os vereadores apresentaram dados que mostram um déficit superior a R$ 109 milhões após o cancelamento de empenhos no fim de setembro, o que deixou fornecedores sem pagamento enquanto o governo tentava aprovar um novo empréstimo milionário.
A situação mais crítica envolve a Santa Casa. A gestão deve mais de R$ 4 milhões referentes ao atendimento da UPA e mais de R$ 10 milhões em emendas impositivas não repassadas. Mesmo sem receber, a Santa Casa segue atendendo, evitando o colapso do serviço de urgência.
Também foram citados atrasos de pagamentos para ABDESC e IGEVE, além da falta de repasses de consignados e do cartão utilizado por servidores para compras básicas. Muitos funcionários estão sendo cobrados por bancos e comércios por dívidas que deveriam ter sido quitadas pela administração.
Outra preocupação é o Instituto de Previdência Municipal. Uma confissão de dívida de R$ 33 milhões foi apresentada, e ainda faltam os valores de novembro e dezembro. O temor é de que o fundo de reserva esteja sendo utilizado, o que coloca todo o sistema em risco.
Os vereadores também alertaram para o aumento de terceirizados, com mais de 500 contratados pela ABDESC e mais de 200 pela IGEVE, ampliando o impacto nas contas públicas.
Para eles, o conjunto de dívidas, atrasos e falta de planejamento revela um colapso administrativo. Servidores, pacientes e a população em geral são os principais prejudicados pela desorganização financeira da gestão Guilherme Gonçalves.